sexta-feira, 24 de abril de 2009

Boca lôca

Essa sou eu, a tarada do beijo. Calma.

Sou uma voz e um texto que beija todo mundo, sem distinção, sem controle, sem noção.  Não consigo encerrar um email e desligar um telefonema sem mandar beijo, seja lá pra quem for.

É automático, sai, vai. Eu nem me dou conta. Preciso me concentrar muito pra não deixar ele rolar. "Cristina, pensa. Não pra esse, não é adequado". "Cristina pensa. Não agora, não é o momento, impõe respeito". Mas não adianta, na grande enorme maioria quase absoluta das vezes, eu tasco. Putz!

Sou capaz de quebrar o pau com o atendente da NET que só me enrola e mandar beijo no final. Desligo com beijo todas as 820 ligações internas que acontecem no meu trabalho diariamente. Aceito as desculpas de quem liga por engano e devolvo com beijo. Envio relatórios e assino com beijo. Respondo um email com "não me procura mais" e concluo com vários beijos. 

Pra que banalizar o beijo, Cristina? 
Manda menos e dá mais. Pensa.

Um comentário:

Nara Murta disse...

Hauhsuashuashaushau
Eu também faço isso!
Morro de vergonha!
As vezes nem tem intimidade com a pessoa e tá aquele beijo sendo enviado via os fios do telefone!